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Um homem de 46 anos, condenado a 14 anos e seis meses de prisão por ser o mandante do assassinato da própria esposa, em Viçosa, foi preso na quinta-feira (15), em Embu-Guaçu, no estado de São Paulo. Ele estava foragido da Justiça e foi localizado em uma comunidade terapêutica onde trabalhava.

A prisão foi resultado de uma ação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e da Polícia Militar de São Paulo (PMESP), com apoio da 3ª Promotoria de Justiça de Viçosa.

O crime ocorreu em 29 de agosto de 2005, na localidade de Violeira, na zona rural de Viçosa, nas proximidades do parque de exposições. Conforme a denúncia do Ministério Público, o homem planejou a morte da companheira por suspeitar de traição e contratou um executor por R$ 5 mil.

Na ocasião, ele teria convidado a esposa para um passeio de bicicleta em um local deserto. No local, o executor abordou a vítima e efetuou quatro disparos à queima-roupa, simulando um assalto.

O condenado foi julgado pelo Tribunal do Júri em outubro de 2011 e recebeu pena de 17 anos e seis meses de prisão. Posteriormente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) reduziu a condenação para 14 anos e seis meses, em regime fechado.

Em 2016, ele chegou a ser preso, mas conseguiu um habeas corpus e foi colocado em liberdade enquanto aguardava o desfecho dos recursos judiciais.

Em outubro de 2024, o Ministério Público voltou a requerer a prisão com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite a execução imediata das condenações impostas pelo Tribunal do Júri. Com a expedição de um novo mandado, ele passou a ser considerado foragido.

Após a prisão em São Paulo, o homem foi encaminhado ao anexo carcerário da Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra, onde aguardará os procedimentos judiciais e a transferência para um presídio em Viçosa.

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