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No contexto das ações de planejamento familiar, por exemplo, é importante que as mulheres que pretendem engravidar e seus parceiros realizem exame

Considerada uma infecção sexualmente transmissível, a sífilis vem avançando não apenas em Minas Gerais, mas também em todo o Brasil. Para conter esse avanço, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a toda população medidas de prevenção, como a camisinha, exames para diagnóstico e tratamento.

Para a coordenadora de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/AIDS) e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Jordana Costa Lima, o momento exige uma atenção especial quanto ao diagnóstico.

“Estamos em processo de implantação do teste rápido nas Unidades Básicas de Saúde e reforçando aos profissionais a importância da ampliação do diagnóstico precoce, bem como o tratamento adequado da doença, principalmente das gestantes e parcerias sexuais. As ações são voltadas para toda a população, uma vez que é preciso que homens e mulheres façam o teste e, se necessário, realizem o tratamento em conjunto com suas parcerias sexuais. O tratamento é eficaz, seguro e disponível no SUS”, reforça a coordenadora.

No contexto das ações de planejamento familiar, é importante que as mulheres que pretendem engravidar realizem exames, inclusive o de sífilis, juntamente com seus parceiros, para uma gravidez segura.

“Já é uma metodologia do SUS e é preciso que os profissionais de saúde incentivem a realização do planejamento familiar, bem como o pré-natal do parceiro. O aumento de casos de sífilis em gestante reflete o crescente números de casos de sífilis adquirida na população em geral. Por isso a necessidade de sensibilizar homens e mulheres nas ações de controle da doença em qualquer momento, mesmo que já tenham sido expostos à sífilis ”, completa Jordana.

Dados do estado mostram que somente em 2017, até o momento, foram identificados 1.165 casos de sífilis congênita, 2.346 casos de sífilis em gestante e 6.173 casos de sífilis adquirida. Nos últimos 10 anos, de 2007 até 2017, foram 7.100 casos de sífilis congênita, 13.778 casos de sífilis em gestantes e 27.480 casos de sífilis adquirida.

Ao analisar a série histórica da doença, pode-se observar que os números vêm crescendo ano após ano, principalmente na população adulta.

Diagnóstico

Para acesso ao diagnóstico de sífilis, o usuário do SUS deve ser orientado a procurar uma unidade básica de saúde para a realização de exames de sangue (VDRL), do teste rápido, e raspado nas lesões típicas na pele e mucosas disseminadas quando presentes. Casos de exames não reagentes para a doença e histórico de exposição à sífilis, recomenda-se a realização de uma nova testagem após 30 dias, devido ao período de janela imunológica.

O processo de implantação do teste rápido de sífilis na Atenção Básica, teve início no ano de 2016, com objetivo de ampliar o acesso da população ao diagnóstico da doença. Atualmente, em Minas Gerais, das 5.450 Unidades Básicas de Saúde existentes, 1.180 realizam o teste rápido. Especificamente para a gestante, a detecção precoce da sífilis é essencial para evitar a transmissão vertical e consequentes malformações no feto. Se não tratada a tempo, a sífilis pode comprometer o sistema nervoso central, o sistema cardiovascular, além de órgãos como olhos, pele e ossos.

Tratamento da doença

A penicilina é considerada o medicamento eficaz para tratamento da sífilis, em qualquer fase da doença e está disponível à população nas Unidades Básicas de Saúde. De acordo com a coordenadora da SES-MG, a penicilina é uma medicação segura, sendo a única que atravessa a placenta e chega ao bebê.

“A doença tem cura, mas pode vir a reincidir, caso a pessoa tenha um novo contato com a bactéria, através de contato sexual sem preservativo. Por isso a importância do casal realizar os exames para diagnóstico e, em caso de resultado positivo, ambos realizarem o tratamento”, explica Jordana.

Atualmente, os enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde, sob protocolo, poderão prescrever a penicilina. Isso garante que a gestante, quando chega à Atenção Primária para realizar o pré-natal, seja atendida por um profissional de enfermagem, que irá realizar o teste rápido. Quando identificada a doença na gestante, o tratamento é imediatamente iniciado juntamente com as parcerias sexuais.

Para mais informações sobre a doença, acesse o site www.saude.mg.gov.br/sifilis.

Agência Minas

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