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Alunos da educação infantil ao 5º ano do ensino fundamental aprendem técnicas de cultivo e participam do plantio de hortaliças no centro municipal de educação Doutor Januário de Andrade Fontes. O trabalho começa na sala de aula, onde pelo menos uma vez por semana as crianças são colocadas em contato com conteúdos de agroecologia, de acordo com a faixa de idade, como o reconhecimento de hortaliças, as características do solo e o ciclo das plantas. Depois, elas aplicam o que aprenderam na horta da escola, construída especialmente para o projeto.
O projeto Horta Escolar foi implantado pela divisão de Agroecologia da secretaria municipal de Agropecuária e Desenvolvimento Rural Sustentável em maio deste ano, com o objetivo de iniciar a inserção do ensino de agroecologia no currículo da educação municipal. “A metodologia visa uma interação como meio ambiente usando a horta como laboratório vivo. A horta vem como forma de materializar tudo que é visto na sala de aula”, explicou Ramon do Carmo, responsável pelo projeto e também professor das crianças participantes.
Ainda na versão piloto, o projeto deve ser ampliado a todas as escolas municipais que atendem às necessidades técnicas para a construção da horta. A primeira foi construída com ajuda dos alunos, pais e funcionários da escola. “A gente tinha um espaço onde já se pensava em construir uma horta. Ficamos muito felizes quando recebemos a proposta do projeto, logo aceitamos, os alunos doaram garrafas pet, conseguimos implantar sistema de irrigação e esperamos inserir o máximo de alunos”, disse a diretora da escola, Márcia Elizabeth Teixeira.
Além de noções de agroecologia, o projeto busca despertar o cooperativismo nas crianças e suas famílias. “Em breve a escola precisará dar vasão à produção e, como o intuito não é concorrer com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que beneficia o pequeno produtor rural, tivemos a ideia de realizar uma feira interna para que as famílias comprem os alimentos que seus filhos ajudaram a produzir, tornando a horta autossustentável”, contou Ramon, que deseja ainda inserir os pais no aprendizado dos filhos para que possam replicar o projeto em suas casas.
Após a primeira colheita, prevista para o início de julho, outra ideia da escola é levar os alimentos colhidos para a cozinha e utilizá-los em um projeto de educação alimentar e culinária saudável que a escola pretende iniciar junto aos alunos.
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