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Um policial civil lotado em Ubá, na Zona da Mata mineira, foi alvo de duas condenações na Justiça por envolvimento com o crime organizado, incluindo liderança de milícia privada e obstrução de investigações.

Na primeira decisão, o agente foi condenado a 11 anos e três meses de prisão em regime fechado pelos crimes de milícia privada armada e corrupção passiva. A sentença também determinou a perda do cargo público.

Segundo o Ministério Público, o policial estruturou e liderou um grupo armado que atuava de forma ilegal, oferecendo serviços de segurança privada mediante pagamento. O esquema envolvia o uso de recursos públicos, como viaturas, armamentos e sistemas restritos da Polícia Civil, além de ameaças e coações contra terceiros.

As investigações apontaram ainda que o agente utilizava sua função para captar clientes e favorecer sua empresa de segurança. Entre as atividades ilegais estavam escoltas armadas e interferências em ocorrências policiais.

Durante a operação, também foram apreendidos veículos de luxo e uma aeronave, reconhecidos pela Justiça como pertencentes ao condenado, com determinação de perda dos bens, ressalvados os direitos de terceiros de boa-fé.

O policial está preso desde novembro de 2024 e ainda responde a outras ações penais na comarca de Ubá, incluindo acusações de corrupção em larga escala.

Nova condenação por obstrução de justiça

Além disso, o mesmo policial foi condenado a quatro anos, dez meses e 15 dias de reclusão, em regime semiaberto, e ao pagamento de 141 dias-multa por interferir em investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com as apurações, ele apagou remotamente provas armazenadas em dispositivos eletrônicos, prejudicando o andamento das investigações criminais.

A sentença, proferida no dia 16 de março, também determinou novamente a perda do cargo público. O caso reforça o histórico de envolvimento do agente com práticas ilícitas e o impacto direto nas ações de combate ao crime organizado na região.

As investigações contaram com atuação integrada entre o Ministério Público e a Polícia Civil, por meio da Corregedoria, destacando a importância da cooperação entre instituições no enfrentamento ao crime organizado na Zona da Mata.

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