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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o autor dos disparos que resultaram na morte de um servidor da Prefeitura de Ubá, crime ocorrido no dia 23 de janeiro de 2025, no município da Zona da Mata mineira. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata.

De acordo com o MPMG, a vítima foi assassinada após se opor às atividades criminosas promovidas por traficantes de drogas nas proximidades de sua residência. No dia do crime, o servidor público encontrava-se na porta de casa quando foi surpreendido pelo autor, que efetuou diversos disparos de arma de fogo, não lhe dando chance de defesa.

O executor foi identificado após investigações conduzidas pelo Gaeco e denunciado por homicídio qualificado, praticado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e para assegurar a ocultação de outro crime. As qualificadoras estão previstas no artigo 121, parágrafo 2º, incisos I, IV e V, do Código Penal, cuja pena pode variar de 12 a 30 anos de reclusão.

Além da denúncia criminal, o Ministério Público requereu a prisão preventiva do réu, que já se encontra detido, e solicitou ainda o pagamento de indenização no valor de R$ 500 mil à família da vítima, a título de reparação pelos danos causados.

Segundo o Gaeco, o denunciado possui envolvimento com uma facção criminosa desarticulada durante a Operação Héstia, deflagrada no município de Rio Pomba. Na ocasião, sete pessoas foram denunciadas por associação criminosa, após uma troca de tiros entre facções durante o carnaval de 2025, episódio que resultou na morte de uma mulher de 25 anos e deixou dezenas de pessoas feridas.

O caso segue agora para análise do Judiciário, que deverá decidir sobre o recebimento da denúncia e os próximos passos do processo criminal.

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