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O homem que estava sendo acusado do assassinato de uma vicosense de 38 anos, na comunidade da Varginha, em Porto Firme, próximo à divisa com Viçosa, foi condenado a 26 anos de prisão em regime fechado pela Justiça da Comarca de Piranga.

Jefferson Cabral da Silva, 29 anos, estava preso desde o dia 16 de setembro do ano passado, quando se apresentou à Polícia Civil em Belo Horizonte.

Para os membros do Tribunal do Júri, a vítima, Lucimara Conceição Honório, sofreu múltiplas lesões provocadas por Jefferson, e a forma como o crime foi cometido afastou qualquer alegação de homicídio privilegiado. O júri também rejeitou a tese da defesa, que tentava atribuir o crime à emoção após suposta provocação da vítima.

Caso essa tese fosse aceita, a pena poderia ser reduzida entre 1/3 e 1/6, o que foi totalmente afastado pelos jurados.

Eles entenderam ainda que o assassinato teve motivação fútil e foi cometido contra uma mulher por sua condição feminina, caracterizando feminicídio no contexto de violência doméstica.

Na primeira fase da dosimetria, a juíza aplicou 12 anos de pena. Entretanto, ao considerar que o crime ocorreu diante dos dois filhos menores da vítima, um deles com apenas quatro anos, e que ambos sofrerão prejuízos psicológicos irreparáveis, a pena foi aumentada até chegar aos 26 anos de reclusão.

Jefferson foi condenado também a indenizar os filhos da vítima no valor de R$ 14.120,00 para cada um. Ele não poderá recorrer da sentença em liberdade.

O crime

Jefferson foi preso dois dias após o crime, registrado em 12 de setembro de 2024. O corpo da vítima foi encontrado próximo à casa dos pais do dele, na zona rural de Porto Firme, com sinais de violência: 16 perfurações por faca no rosto, tronco, braço e costas, além de marcas compatíveis com tortura.

A localização do corpo ocorreu após familiares e amigos iniciarem uma busca na zona rural da Varginha em Porto Firme, local onde a moto da vítima foi vista parada na beira da estrada dias antes.

No depoimento, familiares relataram que Lucimara havia terminado recentemente o relacionamento com Jefferson e que o agressor demonstrava comportamento possessivo.

Câmeras de segurança da escola da barrinha mostraram a vítima entrando passando na motocicleta que era pilotada por Jefferson horas antes da morte.

Jefferson deixou a região após o crime, mas se entregou à polícia dias depois, em Belo Horizonte. Ele permanece preso no presídio de Conselheiro Lafaiete.

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