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Movimentos trabalhistas tiveram destaque durante o Pequeno Expediente da reunião Ordinária de terça-feira (25). A paralisação por três dias dos servidores municipais e a greve geral, convocada nacionalmente por lideranças sindicais para esta sexta-feira (28) foram tema de manifestações do público e dos vereadores. O Plenário ficou lotado de servidores com cartazes que pediam apoio de toda a sociedade e novas negociações. Na Tribuna Livre, falas de inquietação em relação às medidas tomadas pelo governo Federal para as reformas trabalhista e previdenciária, e contra as propostas de reajuste salarial da prefeitura.

O primeiro cidadão a usar a Tribuna Livre foi Paulo Grossi. Paulo criticou o Governo Temer e suas medidas que resultarão em “perdas dos direitos do trabalhador”. No município, afirmou que a proposta de reajuste de 3% nos salários em 2017 e de 3,5% em 2018 não será aceita, e defendeu o direito dos servidores à greve e pediu mais abertura para negociação com o Executivo. “Precisamos que o prefeito se comprometa com esta cidade, se comprometer com essa cidade é valorizar o servidor”, disse.

Em nome do Sindicato dos Funcionários da Prefeitura Municipal de Viçosa (SINFUP), a porta-voz Elisangela Evangelista voltou a defender nova negociação do reajuste nos salários. Segundo Elisangela, os servidores entendem a situação econômica do país e da cidade, apresentada em reuniões com a prefeitura, mas defendem que o funcionário não deve ser prejudicado por outros fatores da folha de pagamento municipal, como a contratação de cargos comissionados: “Não podemos cortar os poucos direitos que temos para arcar com outros prejuízos. Estamos reivindicando recomposição salarial e dignidade trabalhista. Não é aumento, é reajuste”, enfatizou.

O Presidente em exercício, Vereador Helder Evangelista (PTC), declarou o apoio da Câmara Municipal aos servidores e ressaltou a importância do diálogo para solucionar o empasse: “a paralisação é legítima e mostra que precisamos chegar a um acordo, pois atrapalha o funcionamento dos serviços da nossa cidade”, e ainda lembrou que a situação econômica do município se deve, em parte, por pendências do Estado de Minas Gerais. A situação foi ressaltada também pela Líder do Prefeito na Casa Legislativa, Vereadora Brenda Santunioni (PP): “estamos cumprindo obrigações que são do governo estadual, precisamos redirecionar esses recursos”, e se posicionou: “os vereadores estão do lado de quem pode produzir para o município: os funcionários”.

O Vereador Edenilson José de Oliveira (PMDB) criticou a gestão municipal, e louvou a manifestação dos servidores. “Nós, enquanto vereadores, devemos aplaudi-los. Isso é democracia e cidadania”, parabenizou, assim como o Vereador Geraldo Luís Andrade (Geraldão) (PTB), que ainda fez observações acerca da proposta de reajuste: “a tarifa de água, como exemplo, teve aumento de 27%. Não faz sentido dar ao servidor 3% de recomposição nesse cenário”.

O Vereador Ronildo Antônio Ferreira (Dj Ronny) (PSC) também comentou a proposta de reajuste dos salários, destacando a folha de pagamento de Viçosa. “Sabemos que existem muitos cargos de comissão. Não queremos tirar o emprego de ninguém, mas também não podemos perder recursos que poderiam ser investidos no funcionário e em projetos”, disse.

Um histórico da situação dos servidores no município foi traçado pelo Vereador Idelmino Ronivon da Silva (Professor Idelmino) (PCdoB), que também pediu o apoio da população à causa. “O nosso servidor recebe muito pouco e ainda tem direitos cortados, cortes que começaram há meses, até chegar nessa proposta de reajuste que já amarra o cálculo para o próximo ano”, afirmou.

Sobre suspeitas levantadas pelos servidores em relação à perseguição de funcionários que aderiram à paralisação, o Vereador Paulo Sérgio da Silva (Toti) (PRTB) disse que retaliações “não podem acontecer de forma alguma”. Sávio José (PT) afirmou que “um conjunto muito grande de elementos caracterizam perseguição, que é uma atitude muito covarde, pois fere os serviços públicos”.

Sérgio Aloíso da Silva (Sérgio Construtor) (PSDC) pediu que o Executivo chegue a um acordo com o Sindicato que beneficie a cidade, e disse que a manifestação é “uma luta por direitos, que deve ser resolvida da melhor forma possível”. O Vereador Arlindo Antônio Carneiro (Montanha) (PSDB) também demonstrou apoio aos servidores e se dirigiu a eles: “esse momento é um aprendizado muito grande, e reconhecemos a luta de cada um de vocês”.

O Presidente Helder lembrou da participação do Superintendente de Gestão Pública e Governança, Luciano Piovesan, na próxima reunião Ordinária para prestar esclarecimentos quanto às finanças do munícipio. Os servidores aguardam nova proposta do Executivo e mantém a paralisação até a sexta-feira (28).

Assessoria de imprensa CMV

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