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Logo ao amanhecer desta quarta-feira, além das duas prisões, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em casa de pessoas ligadas à organização criminosa. Foram realizadas buscas na residência e escritório do advogado da quadrilha.

A operação foi coordenada pela Delegacia de Matipó, que investiga o caso, com apoio da Delegacia de Muriaé/agência de inteligência com os delegados Dr. Felipe Ornelas (Matipó); Dra. Paula; Dr. Tayrony; e Dr. Diego Candian.

Segundo o Delegado Felipe Ornelas relatórios de inteligência já apontavam um dos presos nesta quarta como chefe do grupo desde 2011. “Agora houve provas concretas para que pudéssemos prender Ademar pedrosa, conhecido como Ademar Cazel e na quadrilha o chamavam de ‘seu Zé’”, contou o delegado.

Os levantamentos mostraram que ele estava em Santa Margarida num carro prata, dando apoio moral ao grupo e coordenando a ação. “Nos celulares obtivemos essas provas que ele coordenou tudo. Após o roubo, foi embora no Gol, logo atrás da Toro, sem levantar suspeitas”.

O outro preso é Marcos Henrique, conhecido como Curupira, ele é apontado como “olheiro”, que dava informações sobre os bancos para a organização criminosa.

A Polícia Civil já identificou que o mesmo Grupo participou de ao menos outros oito crimes na região, entre roubos a bancos e explosões de caixas eletrônicos.

Participaram também da operação investigadores de Abre Campo, Santa Margarida, Manhuaçu, Espera Feliz, Divino, Tombos, Carangola e Muriaé.

O grupo tem sido denominado Novo Cangaço, pelas características do modo de atuação das quadrilhas que assaltam bancos pelo interior, lembrando os tempos de Lampião, no nordeste brasileiro.

Redação do Portal Caparaó

 

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