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Leandro Silva de Souza tem 21 anos e é um verdadeiro exemplo de superação diária e de como é importante nós não desistirmos dos nossos sonhos. Há 4 anos, ele levou cinco tiros após tentar separar uma briga entre amigos.

 

Uma das balas acabou provocando lesão medular, o deixando paraplégico, o que não o impede de ir em busca do tão sonhado diploma de médico.

Estudante de Medicina, na Universidade Federal do Piauí (UFPI) em Teresina, ele vai para a faculdade de ambulância e assiste às aulas deitado em uma maca, de bruços, durante cerca de 8 horas diárias. Os desafios são muitos: dores, falta de acessibilidade e uma situação financeira desfavorável, mas não são o suficiente para fazê-lo desistir.

Decidido a realizar seu sonho, ele chegou a escrever uma carta, pedindo uma bolsa de estudos, para um famoso cursinho preparatório para o vestibular, no Piauí, mas só conseguiu aproveitar a bolsa por 3 meses, já que de tanto ficar sentado, abriu-se uma úlcera de pressão no glúteo, o que o impede de permanecer sentado, até que o machucado se cure.

A partir de então, Leandro começou a estudar de bruços, em casa quando ainda estava estudando para o vestibular e, depois de aprovado.

Todos os meses a família gasta R$ 1,6 mil mensais, para que a ambulância o leve e busque na faculdade, fora o aluguel do apartamento, o que dá muito mais do que seu pai ganha, cerca de R$ 1,4 mil.

Sensibilizada com a situação, a universidade fez uma campanha para que ele arrecadasse dinheiro para suas despesas e na compra de uma cadeira de rodas. A campanha arrecadou R$ 28 mil, que provavelmente acabará rápido, já que ele ainda precisa pagar por uma cirurgia para fechar a ferida aberta nas nádegas.

A coordenadora geral de graduação da UFPI disse à Folha que o estudante contará com todo o apoio por parte da instituição. “O curso não será mais fácil para Leandro, mas ele terá o apoio da instituição para todo o necessário até se formar. É nossa função tornar viável a estada dele aqui”, afirma.

Eles, inclusive, disseram que pretendem bancar os gastos com a ambulância e lhe oferecer uma bolsa de cerca de R$ 400 mensais e investirão quase R$ 5 milhões em obras para ampliar a acessibilidade.

Enquanto isso, Leandro permanece otimista e segue em frente em direção aos seus sonhos. “Sou motivado a ser uma pessoa feliz. Estou aprendendo a lidar com a minha nova condição. Isso agora é minha história, jamais vou ignorar isso e vou me preparar para ajudar pessoas na mesma condição que a minha”, conclui.

INFORMAÇÕES ciberia.com.br

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