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Cinco das sete pessoas presas pela polícia por envolvimento no atentado contra dois policiais militares, ocorrido no dia 4 de janeiro em Araponga, foram libertados pela Justiça de Ervália. Apenas Giovane dias Alves, 24, e Marcelino Gonzaga Gomes (Tein) permanecem presos. Eles foram indiciados pela Polícia Civil de Ervália, que investiga o caso. O primeiro por autoria do disparo e o segundo por ser o mandante do crime.

O inquérito policial foi encerrado na sexta-feira, 13, e entregue à Justiça, que se pronunciou rapidamente.

Na quinta-feira, 19, Mateus Antônio Feliciano, Júlio Felipe Rocha Macedo, 20, Ronaldo Martins Batista, 18, Willian Martins Batista, 22 e Claudinei Rocha de Oliveira foram liberados, depois que a Justiça expediu alvará de soltura, depois de concedida a liberdade provisória dos acusados, que, segundo a Justiça, não tiveram envolvimento com o crime.

Prende e solta

O caso teve desmembramentos logo após o crime. Primeiramente a Polícia Militar prendeu cinco pessoas apontadas por envolvimento no crime, mas a Polícia Civil entendeu que somente contra uma delas, Giovane, havia provas. Durante as oitivas feitas ainda na noite do crime, Giovane confessou a autoria do crime e em seu depoimento, disse que foi até a casa de Marcelino Tein adquirir uma cartucheira e lá chegando, acionou o gatilho da arma, que disparou uma vez para cima. Ele conta que ficaram no local por mais algum tempo, usando drogas e bebendo e acha que populares acionaram a polícia, por causa do estampido de tiro. Quando ele e Tein viram a aproximação da viatura policial, Tein o teria desafiado a atirar nos militares, mas ele se recusou. Ele acrescenta que Tein foi insistente e disse que ele não era homem o suficiente para atirar, quando tomou coragem e atirou uma única vez na direção da viatura policial, com uma espingarda cartucheira, atingindo os dois militares.

A Polícia Civil manteve apenas a prisão de Giovani, libertando os outros quatro suspeitos, mas o caso foi levado ao Tribunal de Justiça de plantão, em Ponte Nova (por causa do recesso forense), onde o Promotor de Justiça pediu a prisão de todos os envolvidos, e foi atendido pelo juiz. Todos os quatro e mais outros dois suspeitos foram presos pela Polícia Militar no dia seguinte.

PRESOS PELA PM

Na versão da Polícia Militar, dois policiais militares foram recebidos a bala quando realizavam patrulhamento de rotina por volta das 21 horas de quarta-feira, 4, na Rua José Ernesto Kummel, centro de Araponga.

Segundo a polícia, o sargento da Polícia Militar, Diogo Carvalho Matheus, 37, e a cabo Adriana Medina da Pena, 47, averiguavam denúncias de que um grupo de meliantes estaria reunido na citada rua, quando, ao passar pelo local na viatura da Polícia Militar, foram surpreendidos por disparos de arma de fogo. Logo em seguida, os policiais avistaram e reconheceram cinco homens saindo correndo pela rua, nas proximidades da casa de onde partiram os disparos.

Inicialmente os policiais deixaram o local e se dirigiram ao posto de saúde de Araponga, por causa dos graves ferimentos sofridos na face pela cabo Medina.

De acordo com a polícia, o crime foi premeditado e trata-se de uma represália pela apreensão, no dia anterior, de uma motocicleta. Testemunhas informaram à polícia que um adolescente de 17 anos estava monitorando o deslocamento dos militares e teria revelado aos atiradores, onde e quando a viatura iria passar. De posse das informações, os meliantes citados, ainda com a ajuda de Marcelino (Tein) e um tal de Nenego fizeram a emboscada e alvejaram os militares. Esta versão vai de encontro com os depoimentos de Giovani, que afirma que o crime não foi planejado.

Minutos após o crime, a polícia militar deslocou tropa para Araponga, com objetivo de prender os criminosos.

Inicialmente os militares conseguiram abordar, nos fundos da residência de onde partiram os disparos, Giovane e Mateus Antônio Feliciano, 20, e próximo deles, encontraram uma espingarda cartucheira com dois cartuchos deflagrados e outros dois, intactos, além de um telefone celular pertencente a Mateus. Consta no inquérito policial que Mateus não tem envolvimento com o crime e havia chegado à casa onde Giovane estava após o crime e de lá tentou fugir, deixando cair seu aparelho, o que, segundo seu advogado de defesa, não configura crime algum.

Durante a abordagem os policiais avistaram Tein e Nenego embrenhando-se num cafezal, mas não conseguiram alcançá-los. Os militares estiveram nas residências de Júlio Felipe, de Ronaldo e de Willian e na do menor de 17 anos, onde os prenderam. Todos os envolvidos abordados foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Ervália, onde foram ouvidos e quase todos, com exceção de Giovane, foram libertados pelo delegado de plantão.

Segundo o delegado de Ervália, responsável pelo caso, durante as oitivas, descobriu-se que Giovanie foi o autor dos dois disparos e que Tein seria o mandante do crime. Com base nestes relatos, os outros foram liberados, já que apenas estavam próximo dos autores na hora do crime e saíram correndo logo após os disparos, o que, segundo ele, não caracterizaria crime.

Porém, na sexta-feira, 19, a Polícia Militar cumpriu os mandados de prisão expedidos pela Justiça de Ponte Nova e prendeu Mateus, Júlio Felipe, Ronaldo Martins e seu irmão Willian Martins. Todos foram encontrados nas residências onde moram e, depois de cientificados dos mandados, foram presos sem esboçar resistência. Um mandado também foi emitido contra Giovane, que já se encontrava encarcerado.

Desde a hora do crime, 45 policiais cercaram a área para onde dois suspeitos fugiram e, na sexta-feira, com a ajuda de militares de Juiz de Fora e de Viçosa, que contaram com o auxílio de um helicóptero e de cães farejadores, conseguiram prender Marcelino e Claudinei.

Claudinei foi abordado na rua e em sua casa os militares encontraram uma pequena porção de maconha.

Já Tein foi preso em sua casa, onde os militares encontraram uma arma de fogo e munição.

MILITARES

SE RECUPERAM

No dia seguinte do crime, o sargento Diogo Carvalho Matheus recebeu alta do Hospital São João Batista, onde deu entrada com um ferimento de raspão no ombro, produzido por estilhaços de disparos de cartucheira. Após o incidente, a cabo Adriana Medina da Pena foi transferida para o Hospital Santa Izabel, em Ubá, onde foi medicada e já se encontra em sua casa, se recuperando do acidente.

Ela aguarda a realização de novos exames. Amigos da Cabo Medina informaram ao Folha da Mata que ela sofreu profundos ferimentos na face.

Fonte: Jornal Folha da Mata

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