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Diante do alto índice de homicídios registrados em Viçosa neste ano, a onda de homicídios ocorridos no mês de agosto, e de posse da informação de que o Governo do Estado estuda o rebaixamento da fração da Polícia Militar em Viçosa, o prefeito Ângelo Chequer articulou um movimento com os prefeitos da região, autoridades municipais e sociedade civil organizada em defesa da segurança pública e por uma maior presença das forças do Estado no Município.
O encontro aconteceu na última segunda-feira (4) no salão nobre do centro administrativo. Compuseram a mesa dos trabalhos os prefeitos de Viçosa, Ângelo Chequer; de Paula Cândido, Marcelo Rodrigues da Silva; de Teixeira, José Diogo Drummond Neto; de São Miguel do Anta, Wagner Damião; de Porto Firme, Reginaldo Barbosa Gonçalves; de Araponga, Luiz Henrique Macedo Teixeira; o vice-prefeito de Viçosa, Arnaldo Dias de Andrade; o presidente da Câmara de Viçosa, vereador Carlitos Alves dos Santos, representando todos os vereadores da microrregião; a reitora da Universidade Federal de Viçosa (UFV), professora Nilda de Fátima Ferreira Soares; o comandante da 4ª Região de Polícia Militar, Coronel Alexandre Nocelli; o promotor da 4ª Promotoria Criminal da Comarca de Viçosa, Dr. Gabriel Pereira de Mendonça; o comandante do 3º Pelotão do Corpo de Bombeiros Militar em Viçosa, 2º Tenente Alexandre Lima Fagundes; e o diretor da Casa do Empresário de Viçosa, Murilo Pizato, representando todas as entidades da sociedade civil organizada presentes na reunião.
Na abertura o prefeito de Viçosa expôs a informação recebida por ele de uma fonte ligada ao Governo do Estado, dando conta de que Viçosa perderia a companhia independente de Polícia Militar, que voltaria a ser uma companhia especial ligada ao batalhão da PM em Ubá. “Eu não poderia, de forma alguma, deixar de alertar nossa população sobre o risco que estávamos correndo. Ao mesmo tempo, eu não faria essa articulação se a informação não fosse confiável e verdadeira. Por isso soltamos um convite à toda comunidade para formar uma grande articulação contra a medida”, salientou.
Na fala da reitora Nilda Soares ficou evidente a preocupação da UFV em relação ao risco que a cidade corria com a concretização da mudança. “A universidade é signatária de qualquer documento que se posicione contra qualquer medida de diminuição da importância e das forças policiais presentes em Viçosa”, afirmou. A reitora ainda comentou sobre o impacto que a população flutuante, essencialmente composta pelos estudantes universitários, exerce na cidade, e a necessidade de se investir em políticas públicas anti-drogas.
O diretor da Casa do Empresário de Viçosa, Murilo Pizato, falou em nome de todas as entidades do 3º setor. Para ele, “a sociedade organizada tem feito seu papel e tem auxiliado as polícias em suas necessidades”, mas afirmou também que “está na hora do estado assumir suas responsabilidades e resolver as carências estruturais das guarnições das polícias civil, militar e bombeiros presentes na cidade”, indagou.
O comandante da 4ª Região de Polícia Militar, Coronel Alexandre Nocelli explicou que há por parte do Governo um estudo que visa o contingenciamento das forças policiais e que uma das estratégias é extinção de alguns batalhões e companhias independentes a fim de diminuir a presença de policiais nas repartições administrativas dos quartéis, possibilitando empregar esses policiais nas atividades de rua. Ele garantiu que “Viçosa não perderá policiais nem viaturas se a mudança de nomenclatura se concretizar” e disse ainda que “o projeto pode até resultar na transformação da unidade em batalhão”.
Para o prefeito Ângelo, “o efeito da articulação foi rápida e fez com que o governo estadual percebesse a injustiça que estava prestes a fazer com a população de Viçosa diante de toda violência presenciada na cidade”. Ele avaliou o encontro como “extremamente positivo”, citando o ineditismo de uma reunião entre prefeitos da microrregião, autoridades militares, do judiciário, reitoria da UFV e representantes da sociedade civil para discutir segurança pública. “O resultado demostra que precisamos nos unir mais, conversar mais, integrar as ações e falar a mesma língua. Só assim teremos êxito na luta contra a violência e o tráfico”, completou.
Ao final do encontro, foi redigida uma carta com cinco reivindicações urgentes ao Governo do Estado, duas direcionadas ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais e outras duas ao Ministério da Justiça. O documento resume a situação vivida pelos viçosenses e pede melhorias para as polícias e para o judiciário de Viçosa. A Carta de Viçosa pela Segurança Pública foi assinada por todas as autoridades presentes.
ASSESSORIA DE IMPRENSA PMV
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