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pmvDevido aos problemas decorrentes das chuvas dos últimos dias em Viçosa, o Secretário de Governo Luciano Piovesan, o Secretário de Obras Vicente Alvim, o Chefe do Departamento de Defesa Civil Rodrigo Cardoso e o Engenheiro Lucas Santana concederam uma entrevista coletiva à imprensa na tarde desta terça-feira (24). Na ocasião foi apresentado aos jornalistas dados referentes à quantidade de chuva esperada, as médias históricas e o volume que realmente choveu. Eles também falaram sobre os alagamentos e mostraram que outros fatores, além do excesso de chuva, colaboraram para o trasbordamento dos córregos.

O Secretário Luciano Piovesan abriu os trabalhos mostrando, através de gráficos, que a chuva esperada para todo o mês de março se concentrou em um curto espaço de tempo. “A média histórica mensal de precipitação acumulada para o mês de março é de 120 mm, sendo que, da madrugada do dia 22/03 para o dia 23/03 choveu 111 mm, quase o esperado para todo o mês. Já o acumulado dos últimos sete dias chegou aos 125 mm, acima da média história do mês.” explicou Piovesan.

O Chefe do Departamento de Defesa Civil, Rodrigo Cardodo, explicou que 1 milímetro é a mesma coisa que 1 litro de água por metro quadrado, ou seja, choveu 111 litros por metro quadrado no centro de Viçosa na madrugada do dia 22/03 para o dia 23/03. Ainda segundo Rodrigo, somente durante o intervalo de 4h50 às 6h50 do dia 23, choveu 64,8 mm, chuva considerada “muito forte” segundo parâmetros da Defesa Civil.

A Defesa Civil também mostrou as ocorrências que foram registradas durante o período e as ações que foram articuladas em parceria com outros setores da Prefeitura para atender a população atingida pelos problemas. Segundo Rodrigo Cardoso, após as chuvas aconteceram deslizamentos de terra e quedas de muros em alguns pontos da cidade, mas não houve vítimas nem imóveis interditados. As vias que ficaram interditadas devido ao excesso de barro e lama foram limpas no mesmo dia pela equipe da Secretaria de Obras.

O problema mais grave foi o transbordamento do Córrego da Conceição, que atingiu seu nível mais alto por voltas das 6 horas da manhã do dia 23. A Defesa Civil estima que o córrego, que corta o Centro da cidade, tenha subido cerca de 7 metros acima do nível normal. Vários imóveis foram invadidos pela água na Avenida Santa Rita e na Rua Francisco Machado, cujas construções possuem fundos para o córrego.

Quando a água abaixou, a equipe da Prefeitura foi até o local e verificou que, além da grande quantidade de chuva, outro fator contribuiu para a elevação do rio: o lixo acumulado na entrada da galeria subterrânea que liga o córrego ao Ribeirão São Bartolomeu. O excesso de lixo entupiu a entrada da galeria e impediu que a água escoasse, causando o transbordamento no trecho em questão.

Equipes da Secretaria de Obras retiraram várias caçambas de lixo do local, entre os quais se destacam objetos como pneus, colchões, rolos de cerca de arame, bananeiras inteiras e galhos. Vale destacar que a galeria é formada por duas fileiras de manilhas de 1 metro, suficientes para suportar a quantidade de água se não fosse a obstrução pelo lixo.

Através de fotos, o Secretário Luciano Piovesan mostrou aos jornalistas presentes na coletiva que o problema do transbordamento foi causado pela falta de educação de um pequeno grupo de moradores que jogam lixo nas margens do córrego. Ele salientou que a Prefeitura tem feito sua parte, limpando anualmente as margens dos afluentes que cortam a cidade e realizando campanhas educativas.

Fonte dos dados climatológicos citados no texto: Centro Nacional Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEM).
Galeria de Fotos da área que foi alagada: http://bit.ly/1CaquBE

 Assessoria de Imprensa PMV

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