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unnamed (5ze do pedalCaminhando até 12 horas por dia, enfrentando chuvas e temperaturas de até 40 graus e percorrendo de 30 a 50 quilômetros, empurrando uma cadeira de rodas, o ativista mineiro, José Geraldo de Souza Castro, Zé do Pedal, 57, membro do Lions Clube de Viçosa, realiza sua Cruzada Pela Acessibilidade, que o levará a percorrer 10.700km, empurrando uma cadeira de rodas, passando por 20 estados (Roraima, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Goiás, Brasília, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), finalizando no município do Chuí, extremo sul do Brasil.

 

O mineiro José Geraldo de Souza Castro, o Zé do Pedal (aventureiro, ambientalista, ciclista, fotógrafo e humanista) sai amanhã, 21 de fevereiro rumo a Brasília, em mais uma etapa do projeto “Cruzada pela Acessibilidade”, um percurso entre os extremos das fronteiras do Brasil (Monte Caburaí/Roraima ao Chuí/Rio Grande do Sul).

A Chegada à Capital Federal está prevista para meados de março

A caminhada, empurrando uma cadeira de roda, teve início no último dia 10 de fevereiro e, e o ativista já percorreu mais de 5100 quilômetros passando pelos estados de Roraima, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. A meta é chegar ao Chuí em 27 de junho próximo.

Durante o percurso, Zé prega um pouco mais de consciência em respeito ao próximo, cujos movimentos, provisórios ou definitivamente, o impossibilitem de andar. Ele sabe que o sacrifício de cobrir a distância entre os extremos do País, para os chamados “perfeitos”, é muito menor do que o percurso entre dois quarteirões de muitas cidades, para quem depende de uma cadeira de rodas ou de muletas para se locomover.

Zé disse que o projeto “Cruzada Pela Acessibilidade” teve sua semente lançada em junho de 2008, durante sua viagem em um kart a pedal de Paris a Johanesburgo. Na passagem pela cidade de León, no caminho francês da rota de peregrinação de Santiago de Compostela, em um dado momento, ouviu uma voz feminina dizendo “no puedo” (não posso). Olhou e viu uma jovem em uma cadeira de rodas tentando subir uma rampa que possuía um pequeno degrau.

Com a ajuda de outras pessoas a jovem conseguiu seu intento, mas a privação da liberdade, aliada à dependência da boa vontade alheia, tocou o coração do aventureiro: “As barreiras naturais são obstáculos para todos. Porém, as arquitetônicas, instaladas em concretos nas calçadas, edificações e ruas de cidades são obras do homem. Se o homem consegue interferir nas obras de Deus, porque não interferir nas “fabricadas por ele”, o homem?”, concluiu o humanista.

De acordo com o ativista, o projeto, tem como objetivo precípuo entregar, nas Câmaras Legislativas dos Municípios visitados, uma proposta de Projeto-Lei sobre Normas de Acessibilidade e outra para a criação de Conselhos Municipais dos Direitos da pessoa com Deficiência e o de conscientizar as pessoas, principalmente aquelas com poderes de decisão, a terem mais respeito com as pessoas deficientes (hoje em dia podem-se ver pessoas em cadeiras de rodas impossibilitadas de entrar em um banco ou setor publico, por falta de rampas de acesso ou de elevadores). E, projetar uma imagem diferente das pessoas com deficiências que não gere pena, senão Igualdade – Dignidade – Respeito, pois apenas eliminando as barreiras arquitetônicas e sociais que dificultam às pessoas deficientes a participarem ativamente em todos os aspectos da vida social teremos um mundo mais justo e mais humano.

Monte Caburaí

Segundo o site http://www.portalamazonia.com.br/secao/amazoniadeaz, uma expedição realizada em Roraima nos dias 03 a 6 de setembro de 1998 comprovou que o Monte Caburaí ( município de Uiramutã em Roraima) e não o rio Oiapoque (no Amapá) é o verdadeiro Extremo Norte do Brasil.

Os expedicionários roraimenses comprovaram que o Monte Caburaí, se considerada uma linha reta, geograficamente está localizado acima do rio Oiapoque nada menos que 84,5 km.

Depois da expedição, o Ministério da Educação (MEC) foi obrigado a fazer a modificação nos livros didáticos de Geografia, que anteriormente tinham o rio Oiapoque (no Amapá) como o ponto mais setentrional do País. Agora, não se diz mais: “do Oiapoque ao Chuí”, mas sim: “do Caburaí ao Chuí”.

O Monte Caburaí com 1.465m de altitude faz fronteira com a República Cooperativista da Guiana. Em realidade, o “monte” Caburaí é a borda de um imenso planalto, com mais de mil metros de altitude média, que se estende ao longo da fronteira, com 5º 16′ 20″ norte, sendo o ponto mais setentrional do Brasil, 84, 5 Km mais ao norte que o Cabo Orange, no Amapá, cuja latitude é 4º 30′ 30″ norte.

NO Caburaí nasce o rio Uailã, com suas corredeiras e cachoeiras, destacando-se a majestosa queda de quase 100 metros da cachoeira de Garã-Garã.

 

Quem é Zé do Pedal

145.000km de pedaladas ao redor do mundo

Fotógrafo, técnico em turismo, ativista social, ambientalista e ciclista, o mineiro de Guaraciaba e cidadão honorário de Viçosa, José Geraldo de Souza Castro, realiza, há 30 anos, inusitadas aventuras ao redor do mundo.

A historia do Zé do Pedal começa em novembro de 1981, quando decidiu viajar do Brasil à Espanha, em bicicleta, para assistir a copa do mundo de futebol “Espanha ‘82”, onde a Seleção brasileira, igual que em Joanesburgo, não teve lá muita sorte. E em uma tarde gris, na cidade de Barcelona, o Brasil caia aos pés da Itália, dando adeus ao sonho do Tetracampeonato. A bordo do transatlântico que o levou de volta ao Rio de Janeiro, Zé do Pedal foi sonhando com uma volta ao mundo em bicicleta. Pronto, a partir dai, não parou mais. Daquele longínquo novembro até hoje, visitou 73 paises em cinco Continentes, percorreu 145.000km a “base de pedaladas”, assistiu a três copas do mundo de futebol, passou por quatro guerras civis, enfrentou chuvas monzonicas, terremotos, sobreviveu a cinco furacões. venceu uma maratona, em Lima, Peru. Visitou ilhas paradisíacas e conheceu os sofrimentos de crianças e adultos em campos de refugiados da guerra do Vietnam. Uma guerra absurda, que ao final só deixou destruição e morte. Conheceu a seca, a fome e a miséria dos povos da África e do povo nordestino. Viu sorrisos de crianças brincando as margens do “Velho Chico” e lágrimas nos olhos do barranqueiro ao ver o leito do rio quase seco. Visitou lugares que marcaram a historia, como: Torres Gêmeas, Pirâmides do Egito, Partenon de Atenas, Torre Eiffel, Taj Mahal, a ponte sobre o Rio Kwai-Ai, Torre de Pisa, e tantos outros. Enfim, suas viagens foram grandes aulas de geografia, historia e, principalmente, uma aula de vida.

 

As viagens, e os projetos sociais, do Zé do Pedal.

– De bicicleta até a Copa do Mundo (1981/1982) – Saindo do Rio de Janeiro, ele atravessou a América do Sul, Central e do Norte, voou até a Inglaterra e foi pedalando pela Europa até a Espanha. Minutos antes da chegada dos jogadores para a Copa de 1982, chegou de bicicleta em frente à concentração da seleção brasileira. Este fato chamou a atenção de jornalistas do mundo inteiro, fazendo-o ganhar notoriedade no Brasil. Foi neste momento que ele recebeu o apelido de Zé do Pedal.

– Volta ao mundo de bicicleta (1983/1986) – Logo que retornou da Espanha, decidiu dar a volta ao mundo de bicicleta. Nesta viagem, divulgou uma campanha de Combate ao Câncer nos 54 países pelos quais pedalou. O fim da aventura se deu no México, onde novamente assistiu a uma copa do mundo de futebol.

Japão em um velocípede (1985) – Durante a “Volta ao Mundo”, cruzou o País do Sol Nascente em um velocípede infantil, enquanto chamava a atenção da mídia para a condição das crianças na Etiópia.

– De Chuí a Brasília em um velocípede (1987) – Após conhecer o mundo, Zé decidiu viajar pelo Brasil. Optou, novamente, pelo velocípede, ecruzou o Brasil para chamar a atenção dos parlamentares constituintes para as condições sub-humanas das crianças do nordeste.

– América do Sul em uma motocicleta (1996) – Em uma motocicleta, percorreu 8 países da América do Sul: Equador, Peru, Chile, Argentina,Uruguai, Brasil, Paraguai e Bolívia. A viagem foi uma comemoração do seu vice-campeonato de motociclismo no Equador.

– Pedalando no Velho Chico (2002) – Viajou por todo o Rio São Francisco, em um barco tipo pedalinho, de Três Marias (MG) até o Pontal do Peba (AL). Nesta viagem, procurou chamar a atenção do país para a poluição do Rio São Francisco.

– Da Liberdade ao Cristo (2004/2005) – Saindo da estátua da liberdade, em Nova Iorque, Zé tinha o objetivo de chegar ao Rio de Janeiro,percorrendo a costa litorânea das Américas em um barco a pedal. Nesta aventura, buscava alertar a comunidade internacional para a poluição das águas do planeta. Entretanto, na cidade de Dzilam de Bravo, no México, 18 meses depois da partida, sua embarcação sofreu danosirreparáveis ao enfrentar o furacão Rita, impedindo o término da viagem. Dos 23 mil quilômetros programados, pedalou cerca de 10 mil.

– Zé do Pedal 50 anos (2007) – Na comemoração de seus 50 anos, construiu uma embarcação a pedal feita com garrafas pet, um quadro debicicleta encontrado em um lixão e algumas barras de aço. Com ela, realizou uma inusitada travessia da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, para chamar a atenção para a poluição das águas e a importância do Protocolo de Kyoto.

– Extreme World (2008/2010) – Em um kart a pedal, viajou da França até a África do Sul. Nesta aventura, de cerca de 17 mil quilômetros,divulgou uma campanha internacional de combate ao Glaucoma e à Catarata em países pobres.

– Projeto atual: “Extremas Fronteiras, Barreiras Extremas” – Cruzada pela Acessibilidade – É uma caminhada, de 10.700km, dando 150milhões de passos, empurrando uma cadeira de rodas, saindo de Uiramutã, (RR) fronteira norte com a Venezuela, até Chui (RS). Visitando 327 cidades de 20 estados, visando conscientizar o povo brasileiro sobre um dos principais problemas que afetam às pessoas com deficiência: as barreiras arquitetônicas.

 

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