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unnamed (1)O Bloco Carnavalesco Vem Quem Quer, pela 37ª na avenida, sem interrupção, mais uma vez abriu os festejos carnavalescos de Viçosa, na última quinta-feira. Com concentração na esquina das ruas Afonso Pena e Doutor Brito.

O desfile deste ano foi marcado pela alegria contagiante dos componentes do Programa Municipal da Terceira Idade (PMTI) que, durante todo o percurso, além das tradicionais marchinhas carnavalescas, cantaram a marcha tema do bloco “Sonora Idade”.       Saindo da concentração pela Rua Afonso Pena e passando pela Rua dos Passos, Rua Doutor Milton Bandeira, Travessa Tancredo Neves, Praça Silviano Brandão e Travessa Belo Lisboa, o desfile encerrou-se Praça da Estação Cultural Hervé Cordovil. Durante todo o percurso, caiu uma fina garoa que animou mais ainda os participantes. Só depois da apresentação é que caiu um temporal. Aquela chuva que o viçosense há muito estava esperando.

Neste ano, o bloco homenageou o pessoal da terceira idade do município, nas pessoas de Alcides Alves,  Geralda Antério e Salvador Pena (Seu Dodô), todos já aposentados em suas profissões.

 

Os homenageados

Alcides Alves

Natural de Tiradentes-MG, 83 anos,  vive em Viçosa desde os finais dos anos 50.

Musicista, tem o saxofone como companheiro há muitos anos. Participou por vários anos de uma Banda de Música que existia na Universidade Federal de Viçosa (Banda da ESAV). Atualmente participa da Lira Santa Rita em Viçosa.

Carnavalesco assumido, compõe diversos grupos de samba, pagode, chorinho e demais ritmos da cultura brasileira, durante todo o ano.

 

unnamedGeralda Antério:Costureira. Nasceu em Viçosa em 08 de janeiro de 1933 (82 anos). Moradora do Bairro União, há mais de 30 anos está envolvida com o Carnaval de Viçosa, onde começou confeccionando fantasias, sem nenhum custo, para as escolas de samba.

Há vários anos é a rainha da Ala das Baianas da Escola de Samba Turunas do Vale, mas já desfilou em várias outras, como Unidos dos Passos, Ufevianos e Juventude Imperial.

Gosta tanto de Carnaval que ressaltou o seu desejo – quando chegar a hora indesejada – de se despedir em plena avenida durante o desfile de sua escola atual, a Turunas do Vale.

 

unnamed (3)Salvador Pena

Alfaiate. Caçula de uma família de 10 filhos de um casal de imigrantes Italianos nasceu em 24 de agosto de 1923, em Teixeiras-MG. Desde menino já mostrava seus dons artísticos, quando confeccionava agulhas de tricot com bambu e vários outros artesanatos.  Cresceu e tornou-se músico, chegando a gravar um disco de solos de violão na era de ouro da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte.

Sem deixar a profissão de alfaiate de lado, mudou-se para Viçosa-MG, onde concluiu o curso de capacitação para professores primários na Colônia Vaz de Melo. Mais tarde, lecionou nesta mesma instituição como professor de música, artesanatos, mágica, pinturas, dentre outros. Conheceu a arte de se fazer carimbos montando a primeira fábrica ali mesmo. Lecionou, também, como professor de artes no saudoso “Grupo da Praça”, hoje, Escola Municipal Coronel Antônio da Silva Bernardes (CASB). Fez mágicas em festas, fotolitos, clichês, placas de acrílico entre tantas outras coisas.

Participou e ainda participa de vários eventos ligados a cultura como grupo da melhor idade, exposição de artes e outros.

 

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  • Vem quem Quer 2015
  • Sonora Idade
  • Letra: Francisco Assis de Souza Castro (Jeremias de Castro)
  • Música: Maestro Rogério Moreira Campos
  • Arranjo e Sax: Izauro Júnior
  • Teclado e Voz: Betinho
  • Vai a terceira idade
  • É com ela que eu vou
  • Mostrar a mocidade
  • Que o tempo só melhorou
  • Geralda,  porta bandeira
  • Alcides o Tocador
  • E pra animar a folia
  • O versátil Dodô
  • Tá tudo combinado
  • Neste nosso cordão
  • O presente é o passado
  • As pernas, o coraçãounnamed (2)

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História do Bloco Vem-Quem-Quer

 

O início do ano de 1979 não foi muito bom para Viçosa. As chuvas fizeram um estrago imenso, o que resultou na suspensão do carnaval de rua daquele ano. E era para ficar assim… mas, uma reunião uma semana antes, na casa do senhor Sebastião Salgado e de dona Dalva, no Bairro de Lourdes, mudou a história. Daquele local sairia, na sexta-feira, dia 03 de março, e dias seqüentes, o bloco Batuqueiros da Colina, com uma bateria afinada e um grupo animado, o que levou muitas pessoas à Praça Silviano Brandão. Ali surgiu o embrião do que seria o futuro Bloco Vem-Quem-Quer.

No ano seguinte, a história continuou, agora na Rua dos Passos, mais precisamente em frente à venda do Murrudo (esquina com a Rua Afonso Pena). Enquanto rolava um pagode com o Grupo Unidos por Acaso (UPA), os amigos Francisco Assis de Souza Castro (Jeremias), Cássio Eurico Sales Tibúrcio (Cassinho), Erli Júlio (Zulu), José Flávio Gamarano, Eugênio Antônio do Nascimento (Gena), José Maurício Lopes Pinto e Wagner Queiroga Ferreira decidiram pela fundação do bloco que tinha como principal meta manter a tradição das marchinhas que animavam os antigos carnavais. E tem mais: ficou a proposta de sair também com marchas próprias, compostas para cada desfile. Assim foi e é feito todos os anos.

Nem sempre a saída do bloco foi fácil, muitas vezes faltou apoio, o que nunca faltou foi entusiasmo. O bloco já desfilou com bateria, banda (Oswaldinho e Lira Antônio Chequer), trio elétrico e, acreditem, sem nenhum som acompanhando já que, numa ocasião, o motorista do carro de som esqueceu o gerador. Sem problemas. O carro ficou estacionado e a turma seguiu para a avenida.

Depois foram chegando outras pessoas: Maestro Francisco Salgado, adaptando música às letras das Marchinhas e Izauro e Betinho gravando as músicas. Uma contribuição forte foi a chegada do saudoso Babá com o seu trio elétrico. Ali acabou o problema do som, até o seu falecimento. Em 2006, um novo parceiro, a Banda Eros – que já tivera participação muito especial na gravação da música “Antraz” – gravou “Cooper”.

Com o falecimento do Maestro Chico Salgado. O também maestro Rogério Moreira Campos, Regente da Universidade Federal de Viçosa, chegou para somar nas composições das marchinhas do Bloco.

ASSESSORIA DE IMPRENSA PMV.

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